8 de outubro de 2018 Comentários (0) Artigos & Dicas

CAPACETES: QUAL ESCOLHER?

Poucas pessoas teriam coragem de dirigir um carro sem o cinto de segurança. Então, por que subir na bicicleta sem capacete? Capacetes são um equipamento de segurança essencial para qualquer atividade de ciclismo.

Por lei, todos os capacetes vendidos no Brasil têm que passar pelo teste e qualidade do INMETRO, que garante que o equipamento tem condições de funcionar em todas as situações julgadas necessárias.

A tecnologia permite que fabricantes criem capacetes cada vez mais leves, confortáveis e resistentes.

Confira algumas dicas que ajudarão na hora de escolher o seu!

 

Tipos de Capacete

Capacetes para ciclismo são fabricados em três formatos: recreativo ou casual, estrada e montanha. Todos os três são desenvolvidos para proteger sua cabeça de um impacto e, ao mesmo tempo, serem leves e confortáveis. As diferenças entre eles são:

 

Recreativos ou Casuais: são uma opção econômica para o dia a dia ou para atividades esportivas leves. Alguns modelos tem uma viseira, que protege os olhos de quem usa do sol.

 

Capacetes para Estrada ou Speed: São projetados especificamente para o uso na modalidade Speed, que consiste em longos trajetos por vias pavimentadas, frequentemente envolvendo altas velocidade. São geralmente bem leves, feitos com atenção à aerodinâmica e ventilação. Esses modelos normalmente não contam com uma viseira, o que permite uma visão mais ampla da estrada nas posições típicas da modalidade.

 

Capacetes para Mountain Bike: São projetados para ter boa ventilação, mesmo em baixas velocidades, possuem visores amplos, maior cobertura nas laterais e posterior, alguns modelos protegendo também a mandíbula.

 

Construção do capacete

A maior parte dos capacetes são produzidos por um processo industrial de injeção de espuma moldada, que resulta em capacetes leves, porém com alto poder de proteção.

Casca: Boa parte dos capacetes são cobertos por uma camada de plástico duro, que tem a função de prevenir que o capacete se rache ao receber um impacto, além de também ter outras vantagens, como a customização.

Espuma: É a parte fundamental de todo capacete. Feita de poliestireno espandido, dissipa as grandes forças do impacto e protege contra fraturas, concussões e outros traumas. É muito importante que o capacete encaixe bem no crânio do ciclista, sem muita folga ou aperto.

 

Tecnologia MIPS:

Alguns capacetes são construídos com a tecnologia MIPS (proteção contra impacto multidirecional, em inglês), uma forma moderna de proteger a cabeça e pescoço do ciclista contra forças rotacionais resultantes de uma queda.

Os capacetes equipados com o sistema MIPS possuem uma camada de baixa fricção no interior do capacete, permitindo que o capacete tenha um pequeno grau de rotação em relação à cabeça, diminuindo o torque aplicado no pescoço do ciclista.

 

Características Adicionais do Capacete

Ventilação: As entradas de ventilação do capacete permitem a circulação de ar, mantendo uma temperatura agradável durante o passeio, quanto mais entradas de ar houver, menor será o peso do capacete, também.

Visor: É a aba à frente da testa, que tem como função reduzir a incidência de sol nos olhos do ciclista. Visores são muito comuns em capacetes para mountain bike. O visor aumenta, no entanto, o peso e resistência aerodinâmica do capacete.

Proteção facial: providenciam proteção ao maxilar e face do ciclista. São comuns em capacetes para Downhill Mountain Bike, onde a incidência de quedas frontais em alta velocidade é grande.

Alças: as alças de ajuste devem ser confortáveis e seguras, além de fáceis de abotoar.

 

Encontrando o Tamanho Certo

A variável que mais influencia no conforto e segurança de um capacete é o tamanho.

Para descobrir seu tamanho: o encaixe ideal é “como uma luva” mas, para solucionar qualquer dúvida, o teste numérico é a solução. Enrole uma fita numérica de alfaiate envolta da sua cabeça, logo acima da sobrancelha e ligeiramente acima da curvatura da nuca, onde a vértebra Atlas, a mais alta da coluna cervical, se junta à base do crânio. Essa medida dirá o tamanho do seu capacete.

Tamanhos padrão:

  • Extra pequeno: abaixo de 51cm
  • Pequeno: 51cm–55cm
  • Médio:  55cm–59cm
  • Grande:  59cm–63cm
  • Extra grande: acima de 63cm
  • Tamanho único masculino: 54cm–61cm
  • Tamanho único feminino:  50cm–57cm
  • Tamanho único infantil:  46cm–57cm

 

Ajustando um Capacete

Um capacete do tamanho correto deve ter um encaixe firme, porém confortável. Deve também estar alinhado com o plano da sua visão, ou seja, sem estar demasiadamente inclinado para trás ou para frente, com a viseira em torno de 2,5 cm acima das sobrancelhas, garantindo proteção à testa. Caso haja movimento no capacete, ele deve ser ajustado.

O ajuste de circunferência do capacete é feito por meio da rosca de ajuste, localizada na parte posterior do capacete. Novamente, o ajuste ideal é um encaixe justo, porém confortável. Capacetes muito apertados tendem a causar dores de cabeça.

Caso seu capacete não possua ajuste de circunferência, ele deve ser trocado ou, em último caso, usado por cima de um gorro.

Próximo, ajuste as alças. As alças devem estar ajustadas igualmente dos dois lados, de modo que a presilha se mantenha alinhada com o plano frontal do corpo (imediatamente abaixo do queixo). A tensão na presilha deve estar, também, justa e confortável, de modo que continue firme quando se olha para baixo e não aperte demais ao virar a cabeça para cima ou para os lados, posições muito comuns em qualquer atividade de ciclismo. Certifique-se que o mecanismo de ajuste das alças está em bom estado, pois pode se soltar durante uma queda, inutilizando o capacete.

 

Cuidados com Seu Capacete

  • Evite o uso de solventes químicos ao limpar o capacete. Fabricantes recomendam o uso de uma esponja ou pano macio levemente umedecido com água e sabão.
  • Não guarde o capacete em lugares sujeitos à grandes variações de temperatura o calor extremo, pois tais condições podem danificar a espuma expandida.
  • Evite emprestar seu capacete a outros.

Quando trocar um capacete?

Qualquer capacete envolvido em um acidente deve ser trocado, mesmo que não aparente ter sofrido danos. A integridade estrutural da espuma pode estar comprometida, o que torna o capacete ineficiente.

Caso não haja quedas, o capacete deve ser trocado a cada cinco anos, ou segundo as especificações do fabricante.

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