14 de setembro de 2013 Comentários (0) Treino & Saúde

Riscos do Sedentarismo

Desde a revolução industrial (início do século XIV), onde o trabalho braçal começou a ser substituído pelo uso das máquinas, a sociedade dita moderna, vem passando por um processo de hipocinesia, ou seja, diminuição de sua atividade funcional.

Com isso, juntamente com os avanços tecnológicos, surge um estilo de vida baseado nas facilidades e no conforto. O uso do controle remoto, do computador, do telefone, da internet e de outros “facilitadores” fez com que o Homem começasse a se acomodar cada vez mais, já que nosso organismo constantemente busca o equilíbrio (homeostase) através de ajustes fisiológicos baseado nas demandas (exigências) metabólicas e energéticas aos quais é submetido durante todo o dia. Sendo assim, quanto menos atividades realizamos mais acomodado fica nosso organismo, e toda a energia adicional que consumimos na nossa alimentação, acima dos gastos gerados pelas necessidades energéticas diárias, é armazenada no corpo na forma de gordura.

Assim nasce o perigo, pois a diminuição da atividade funcional, associado a um aumento do consumo calórico, facilitado pela má alimentação, vem desencadeando o aparecimento de inúmeras doenças conhecidas como síndrome plurimetabólica, que tem como base a obesidade (ganho de peso através do aumento da gordura corporal), com o aumento do risco do desenvolvimento de problemas cardiovasculares e diabetes.

Cuidado! Você pode ser um sedentário e não sabe:
Tecnicamente falando, o indivíduo sedentário é aquele que não produz gasto energético mínimo de 500 kcal/semana, acima da sua condição de repouso. De fato, o Colégio Americano de Medicina do Esporte (ACSM) recomenda para saúde um gasto energético acumulado de 500 a 1000 kcal/semana, o que corresponde uma atividade realizada de forma moderada a intensa durante 30 minutos, cinco vezes por semana.

Como quantificar o gasto energético das atividades?
O impacto calórico de uma atividade física em relação a condição de repouso é o que chamamos de equivalente metabólico (MET), ou seja, para se manter vivo, o nosso organismo tem um gasto aproximado de 1 MET, representado pelo consumo de 3,5 mml de oxigênio por minuto por peso corporal. O impacto energético de uma atividade será classificado pela quantidade de trabalho realizado em relação ao repouso, por minuto de atividade desenvolvida. E assim podemos classificá-las:

  • Muito leves = 3 METs – Tomar banho, fazer a barba
  • Leve = 5 METs – Caminhar de 5 a 6 km/h, Cortar grama com máquina
  • Pesada = 7 a 9 METs – Subir escadas, jogar futebol
  • Muito pesada = Superior a 9 METs – Esquiar, Correr a 12 km/h

A importância do MET para a saúde está na sua relação com a sobrevida e o desenvolvimento de doenças. Estudos longitudinais, ou seja, que realizaram acompanhamentos superiores a 10 anos, verificaram que pessoas que faziam atividades diárias abaixo de 5 METs têm duas vezes mais chances de morrer, por doenças plurimetabólicas, do que aqueles as que realizam atividades entre 5 e 8 METs diários.

Mulheres que foram mais ativas na infância, ou seja, que fizeram atividades acima de 3 METs todos os dias apresentaram riscos diminuídos de desenvolvimento de câncer de mama em relação as sedentárias.

Na literatura especializada é possível prever a quantidade de METs para diversas atividades esportivas, físicas e ocupacionais. Este documento é chamado de compêndio de atividades físicas, e garante ao praticante uma idéia do seu gasto diário, o que facilitaria o controle de seu consumo energético através da alimentação.
Sendo assim, a condição de sedentarismo associado a má alimentação são fatores de risco de morte e do desenvolvimento de inúmeras doenças. Hoje, a obesidade é a principal epidemia no mundo, e vem preocupando as autoridades de saúde em diversos países, não só pelo aumento do número de óbitos, mas pelos bilhões de dólares que têm sido utilizados direta ou indiretamente no tratamento da síndrome metabólica.

Gasta-se muito mais no tratamento do que na prevenção, e para você que quer se antecipar ao problema vão algumas dicas para você evitar o sedentarismo, e cuidar de sua saúde e qualidade de vida.

  1. Faça atividades físicas TODOS os dias pelo menos 30 minutos
  2. Faça exercícios que trabalhem a força muscular (musculação) e o condicionamento cardiorrespiratório (caminhadas, corrida, bicicleta) pelo menos 3 a 5 vezes na semana
  3. Pelo menos 2 vezes na semana pratique atividades lúdicas como dançar, jogar futebol
  4. Lave seu carro, passeie com seu cachorro
  5. Diminua: assistir televisão, jogar vídeo game e ficar sentado muito tempo.

Fonte: www.instagram.com/fabmirandar

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