14 de março de 2014 Comentários (0) Artigos & Dicas

9 coisas para fazer em longos percursos de bike

Todos já sabemos que há ítens que são imprescindíveis mesmo que seja num curto passeio de bike. Dentre eles estão: capacete, luvas, óculos e uma caramanhola (garrafinha) de água. Mas e quando desejamos adentrar em uma grande aventura? Por exemplo um passeio que leve em torno de 3 dias ou mais de pedal? O que seria essencial levar? São questões que dependem muito do tempo e tipo de percurso.
Bom, para tentar explicar melhor, usaremos um exemplo não muito incomum: um passeio por estradas de asfalto que dure em torno de 3 dias, pedalando uns 120 Km por dia e sem contar com veículo de apoio, isto é, o ciclista deve levar consigo todo o aparato necessário.

1 – Condicionamento físico

De início, e antes de se preocupar com equipamentos, roupas, etc e tal, devemos nos preparar muito bem fisicamente. O treinamento, para quem já está acostumado a um pedal em torno de 2 vezes por semana, e que rode tranquilamente até em torno de uns 80 Km, deve ser intensificado tanto na distância quanto na quantidade semanal. Isso é interessante ser realizado com uma antecedência de uns 3 meses antes do passeio, pois ajudará a evitar muitos incômodos, como cãimbras, estiramentos, fisgadas e dores da fadiga muscular que vão se acumulando dia após dia em um longo percurso. Sem dúvida este é um dos principais ítens (senão o principal) a ser verificado, afinal de contas, ninguém quer planejar um passeio desse tipo e acabar frustrado pelo meio do caminho sem conseguir terminá-lo não é mesmo? O melhor de todo pedal longo, além de poder completar, é terminá-lo bem, isso é até mesmo um incentivo para novas futuras aventuras!

2 – Bike

A bicicleta na qual pretende-se realizar o percurso deve estar bem revisada, leve-a à uma oficina com mecânicos bem conceituados e de confiança. Troque todas as peças necessárias. A relação (corrente, pé-de-vela, cassete) além dos cubos devem ser minuciosamente revisados e regulados (esta é a hora certa de trocar tudo se for necessário!). Troque as sapatas e/ou pastilhas dos freios. Verifique o amortecedor, pois alguns necessitam de calibragem a ar, outros de elastomenos e lubrificação. O banco, altura do canote, pedais, confira tudo!
Importante: não deixe issas conferências para a última hora! O melhor é realizá-las com antecedência de no mínimo um mês para ítens que necessitem de troca, e uma semana para as regulagens finais.

3 – Pneus

Esse ítem foi separado do ítem “Bike” pois a escolha correta do tipo de pneu faz muita diferença em longos percursos.

– Se for trafegar somente por rodovias com acostamentos em boas condições prefira os pneus lisos mais finos, por exemplo com espessura abaixo de 1.15. O rendimento nesse caso se torna extraordinário pois deixa a bike bem mais leve e rápida com a diminuição do atrito, porém o conforto diminui bastante perante pneus mais largos, além de ser necessário redobrar o cuidado com buracos, pedras e a chuva, que podem furar a câmara de ar, rasgar o pneu, escorregar e causar belos tombos.

– Para percursos somente em asfato, mas que tenham trechos ruins, o ideal é escolher pneus lisos um pouco mais largos. Um bom exemplo seria a espessura de no mínimo 1.5, que além de proporcionarem um maior conforto nos “baques” causados pelos buracos e ondulações do asfalto, ainda geram maior segurança para o ciclista e resistencia contra buracos na câmara de ar e rasgos no próprio pneu.

– Se o percurso for por terra, ou um misto terra/asfalto, não tem como fugir dos pneus tradicionais de mountain bike. O que pode ser feito, como se trata de um longo trajeto, é escolher pneus que “grudem menos no asfalto” e que mesmo assim proporcione segurança nos estradões de terra com cascalho. Os pneus preferidos são aqueles próprios para corridas de maratona, que não tem necessidade de enfrentar trilhas por longos trechos. Resumindo: ele serve pra todo terreno (TT). A desvantagem é a seguinte: no asfalto vai agarrar e diminuir a velocidade e em trilhas pode escorregar e não ser tão seguro… Porém nos estradões de terra ele vai render muito bem!

4  – Ferramentas e alguns ítens do tipo

Carregar ferramentas não é nada agradável. Além de ser um peso extra, na maioria das vezes acabam nem sendo usadas. Mas se acontecer qualquer tipo de problema mecânico na bike, e você estiver desprevinido delas, pode atrasar e até mesmo cancelar o resto do passeio! Portanto compre boas ferramentas (leves e funcionais) aprenda a usá-las e nunca às esqueça!
Câmaras de ar reservas, remendos, cola e espátulas também entram neste ítem. Todo ciclista sabe que são indispensáveis!

Leve também um frasco com óleo para lubrificar a corrente. Pode ser que chova ou haja muito pó pelo caminho. Para fazer pouco volume na bagagem pode-se utilizar pequenos frascos de colírio para levar somente a quantidade necessária de óleo para o passeio.
Se pedalar no período noturno também estiver previsto, não se esqueça de lanterna ou farol, sinalizadores traseiros e fitas refletoras na mochila e roupa.

5 – Bagagem

Há várias opções para se transportar a bagagem em uma bike: desde as pequenas bolsas (de selim, quadro e guidão, pochetes, etc) até os alforges para longas viagens. Para um trajeto do tipo usado como exemplo (3 dias) pode-se optar por mochilas ou bagageiros (popular garupa) para levar roupas e outros ítens necessários.

O que se deve ter em mente é o seguinte: levar somente o necessário! Qualquer peso extra é um esforço à mais na pedalada, e à menos que seja realmente indispensável deve-se eliminá-lo.
A escolha do método de levar a bagagem é importantíssimo. Tem muitos ciclistas que não conseguem se adaptar com mochilas. Já outros às preferem por acharem mais seguras que o bagageiro. O ideal é obter uma destas opções emprestadas algum tempo antes da viagem e realizar um “test-drive”.

Roupas, calçados e outros vestuários dependem muito de cada um… A dica é optar por roupas de tecido leve e que não amarrotam, tipo bermudas de tactel, camisetas de “malha fria”, chinelos leves de P.U., etc. Repetir roupas, em casos extremos pra quem deseja economizar no peso, também vale!

6 – Hospedagens e pontos de parada

O ideal seria que toda viagem fosse planejada com antecedência. Hoje em dia é muito fácil pesquisar os locais por onde irá passar, escolhendo rotas pela internet (google earth e google maps). A maioria das cidades possuem hotéis e pousadas com sites, blogs e telefones pela internet. Além disso, pelo Google Earth dá até pra identificar pontos de parada pelo caminho (bares, restaurantes, fontes de água, fazendas, etc) o que facilita em muito o planejameto do passeio, gerando uma maior tranquilidade e segurança para todos (os que irão e também os que ficam!).

Há também a opção de se hospedar na casa de amigos e parentes que possam morar nas cidade por onde se pretende passar (se tiver sorte, é uma economia e tanto $$).

O melhor mesmo é já deixar reservado quartos em hotéis, pois não há nada melhor que ter a certeza que no final de um dia de longa pedalada haverá um local garantido para hospedagem e reposição das energias para o próximo dia!

7 – A escolha da data da viagem

Nada pior do que ter que iniciar um passeio de bike já cedo, e logo de cara ter que enfrentar o frio e/ou chuva! Além de tirar o prazer do passeio, pode transformá-lo num martírio! Portanto planeje antecipadamente a melhor época para o passeio. Há regiões que chovem muito, em outras o frio é intenso, e ainda há lugares que o calor no verão é insuportável!

Tem também a questão pessoal: família, serviço, estudo, etc… Não deixe nada pendente e que possa interferir no seu momento de concentração no passeio.

8 – Alimentação

Escolher bem o tipo de suprimentos à levar ( barrinhas de cereais, gel energéticos, bebidas isotônicas, etc.) é de suma importância. Hoje em dia há muitas boas opções destes produtos próprios para ciclistas e que podem ser encontradas em farmácias, mercados e lojas especializadas.

Outra importante recomendação: nas paradas em bares e restaurantes pelo caminho, tome muito cuidado com os alimentos. Prefira os refrigerantes e alimentos que tenham menas possibilidade de estarem estragados.

Alimentos com mais carboidratos são os preferidos nesse caso, pois proporcionam mais energia para um pedal mais longo, tipo massas (macarronadas), pães, etc…

9 – Segurança durante o passeio

Já foi escrito um post exclusivo sobre um passeio seguro pelas rodovias: acesse aqui
Outros detalhes que devem ser observados:
O ciclista fica bem visado durante esses passeios, principalmente se estiver sozinho! Portanto, tente carregar consigo somente a quantidade necessária de dinheiro e cartões de crédito.
Procure esconder o dinheiro em locais inesperados: dentro da sapatilha (abaixo da palmilha), na meia, ou outros locais que dificutem a ação dos assaltos e roubos.
Não arrisque trafegar por locais com histórico de perigoso, principalmente à noite.

O que não fazer:

– Alterar altura do selim, da mesa, ou algum ítem que influencie a maneira como já se está acostumado a pedalar, pouco tempo antes do passeio nunca deve ser feito! Pode ser que o corpo sofra radicalmente os efeitos negativos das mudanças, causando lesões lombares, nos joelhos e outras partes do corpo.

– Economizar na compra de ítens, como ferramentas, câmaras de ar, pneus, corrente, e muitos outros essenciais. Economia na base da porcaria só gera descontentamento e raiva!

– Sair sem planejamento: não saber por onde irá passar, quantas horas vão demorar, onde irá se hospedar é muito arriscado!

– Deixar de avisar familiares e parentes sobre a viagem. Eles também devem estar preparados para qualquer urgência!

– Pedal noturno somente se tiver o equipamento correto: sinalizadore, lanternas e faróis.

Foram colocadas nesse tópico várias dicas, mas com certeza há outras que também merecem destaque. Quem desejar pode deixar sua colaboração por meio das mensagens abaixo, assim iremos implementando esse importante post!

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