Brasília está mudando quando o assunto é mobilidade ativa. Você sente isso nas ruas.
Em Taguatinga, por exemplo, o ciclista ainda disputa espaço com carros e caminhões.
Em 2021, participei do DF1 para falar desses riscos e da falta de estrutura local.
O recado segue atual: sem rede segura e conectada, a cidade perde qualidade de vida.

Ampliação na BR-070 não inclui ciclovia
A obra começou em julho e prevê a ampliação de 12 Km no trecho Ceilândia-Taguatinga até a divisa do Distrito Federal com o estado de Goiás.
DF1 – Edição de sábado, 28/08/2021
A bicicleta como solução urbana
A bike reduz congestionamentos, ruídos e agressividade no trânsito diário.
Ela também corta emissões e incentiva hábitos saudáveis, com baixo custo público.
Investir não é “pintar faixa”; é planejar bem, com metas, dados e participação.
Gestores precisam visão de futuro; equipes, qualificação; sociedade, voz ativa.
Planejamento bom prioriza onde a demanda existe e onde os acidentes mais ocorrem.
Indicadores orientam a escolha dos eixos, conexões e travessias realmente críticas.
Expandir para conquistar: uma luta que não pode parar
A EPTG é estratégica e perigosa para quem pedala diariamente.
A ciclovia prevista no projeto inicial ficou de fora na inauguração de 2010.
Entre 2003 e 2013, as mortes ali rivalizaram com as do Plano Piloto inteiro.
Por que a ciclovia da EPTG é prioridade?
Mortes e lesões em patamar alarmante para usuários vulneráveis.
Lei Distrital 3.639/2005 determina ciclovias em rodovias urbanas.
Projeto original financiado já previa a ciclovia no traçado.
Relevância econômica: conecta áreas com mais de 70% dos empregos do DF.
Uso misto: atende deslocamentos curtos e longos, ampliando alcance social.
As obras finalmente avançam, reacendendo a esperança de quem depende desse eixo.
Metas e Investimentos:
- Objetivo: Mais de 1.000 km de ciclovias até 2026.
- Investimento: Aproximadamente R$ 123 milhões.
- Novas Ciclovias: Construção de 325 km de novos trechos.
- Manutenção: Reforma e melhoria das vias existentes.
Situação Atual:
- Extensão: Atualmente, o DF conta com 687,12 km de ciclovias e ciclofaixas.
- Foco: A malha tem crescido, com 26% dos trechos construídos nos últimos cinco anos, e há um esforço para interligar as pistas já existentes.
Benefícios:
- Segurança: Proporcionar mais tranquilidade e segurança para os ciclistas.
- Saúde: Incentivar o uso da bicicleta para o lazer e o esporte.
- Meio Ambiente: Contribuir para a sustentabilidade e qualidade de vida.
- Mobilidade: Oferecer mais uma opção para o deslocamento, desafogando o trânsito e o transporte público.
Exemplos de Projetos Recentes:
- Pistão Sul (Taguatinga):
Foi entregue a reforma do Pistão Sul com a inclusão de uma ciclovia de aproximadamente 5,2 km.
- Samambaia Norte:A Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob) prepara uma licitação para mais de 11 km de ciclovias nesta região, conforme divulgado pela Agência Brasília.
Avanços recentes que merecem destaque
A malha cicloviária chegou a 675 km, com 31 km adicionados no último ano.
Há previsão de +105 km e melhor integração entre trechos já existentes.
No Pistão Sul, em Taguatinga, o investimento de R$ 1,7 milhão conectou vias-chave.
São passos concretos para transformar deslocamentos cotidianos em trajetos mais seguros.

O que ainda falta para virar a chave
Conectar malha existente, garantir manutenção e travessias seguras em cruzamentos.
Integrar ciclovias ao transporte público, encurtando portas de entrada do sistema.
Padronizar sinalização, acalmar tráfego e tratar interseções com desenho inteligente.
Medir resultados com metas públicas e revisão periódica baseada em evidências.
Como você pode acelerar essa mudança
Use a bike em deslocamentos curtos e registre problemas no trajeto.
Participe de consultas públicas e conselhos regionais quando houver pautas de mobilidade.
Solicite intervenções com base em dados de volume e sinistralidade do seu eixo.
Apoie coletivos locais e leve vizinhos para conhecer rotas seguras.
Pedale com respeito, dê passagem e comunique intenções com antecedência.
Se liga na segurança
Farol dianteiro e traseiro sempre; roupas visíveis ao amanhecer e anoitecer.
Mantenha linha previsível e ocupe o espaço necessário para não ser “espremido”.
Evite pontos cegos de ônibus e caminhões; nunca passe pela direita em filas.
Redobre atenção em acessos, retornos e saídas rápidas da EPTG e vias arteriais.
Revise freios, pneus e transmissão semanalmente se você pedala para trabalhar.
Uma visão para o futuro
A bicicleta deixa o rótulo de esporte e assume seu papel de modal urbano.
Essa virada acontece quando governo, técnicos e sociedade puxam juntos a fila.
No DF, a expansão com foco em conexões e segurança pode mudar a paisagem.
Com cada quilômetro bem planejado, a cidade fica mais humana e sustentável.
Juntos, pedalamos por um DF mais seguro, saudável e eficiente. Bora construir isso?
