Bom dia, jovens padeiros do glúteo! Se tem lugar onde a mente do ciclista vira sala de guerra é na subida. A cada metro vertical, um pensamento novo aparece — e nenhum deles ajuda a botar mais um dente no cassete. Segue o raio-X mental do sofrimento, com aquele humor que só quem já fritou o quadríceps entende. 😅
1) “Será que estou de coroinha?”
A inclinação bate 12%, você confere o câmbio como quem procura Wi-Fi no deserto. Spoiler: a coroinha já está lá há 5 minutos — e o orgulho foi embora há 10.
2) “Merda… já acabaram as marchas.”
Você continua clicando o shifter na esperança de nascer um pinhão novo no cassete. Não nasce. O que nasce é reflexão filosófica sobre as escolhas da vida.
3) “Será que estou com overtraining?”
Dor nas pernas? Coração na garganta? Claro que não é falta de treino — é um complexo quadro de overtraining seletivo de terça-feira. Diagnóstico fechado, doutor!
4) “Vou olhar pra cima pra me motivar.”
Você ergue a cabeça buscando o fim da rampa. Encontra… outra rampa. Motivação zerada, frequência cardíaca no talo.
5) “Melhor olhar pra baixo.”
Foco total no pneu dianteiro. A cada raio que passa, um mantra: “só gira, só gira, só gira”. Funciona até você lembrar que ainda faltam 3 km.
6) “Desacelera aí, filho da p#@%…”
Tem sempre o amigo em modo helicóptero — sobe leve, conversa, e ainda pergunta “tá de boa?”. Vontade de usar a coroa como bumerangue. A amizade sobrevive por pouco.
7) “Ele deve estar se dopando.”
Explicação científica para o amigo sorridente: microdose de açaí adulterado. Ou vendeu a alma ao STRAVA. Uma das duas.
8) “Será que o freio tá pegando?”
Clássico. Você encosta o dedo no disco quente e queima a digital só pra provar que… não, não era o freio. Era a gravidade mesmo.
9) “Essa p… não acaba, não?”
A curva promete o topo desde a primeira curva. Mentiu na primeira, na segunda, na nona. Na décima, você já tá no modo GPS: “recalculando paciência”.
10) “Vai, idiota… quem mandou não treinar?!”
Fase Kubler-Ross do ciclista: aceitação. Você lembra das 14 desculpas da semana e assina um pacto com o rolo: “segunda eu volto”. A gente sabe como termina.
11) “O que eu tô fazendo aqui?”
Momento supremo de lucidez: por R$ 10 você entrega a bike, o Garmin e o CPF. Por R$ 20 ainda leva a garrafinha lavada.
Bônus Track (porque a mente não para):
- “Pneu murcho?” Chuta o lateral como mecânico de F1. Pressão ok; autoestima, não.
- “Vento contra… em subida?” Parabéns, você desbloqueou o Modo Boss do sofrimento.
- “Se eu ficar em pé, resolve.” Fica, balança, queima 300 calorias em 8 segundos e volta pro selim feito diplomata: “negociemos”.
Epílogo: o topo chega (e o café também)
A verdade é que, quando a rua vira parede, o ciclista vira poeta do caos. A cabeça corre mais que a cadência, as desculpas chegam antes do oxigênio, e no fim… a gente ri, posta o print do STRAVA e jura que ama subir. Porque ama mesmo — só esquece no meio da ladeira.
Bons pedais a todos! 🚴♀️💨